terça-feira, fevereiro 16, 2010

HOJE VI!

Enquanto as colunas de som dos Grupos de Carnaval e Escolas de Samba propagavam enormes quantidades de energia sonora, na Avenida Sá Carneiro – bem hajam, pela dinâmica que impõem à Cidade de Ovar – tive a possibilidade de observar na zona de Enxemil, ponte da Moita, ponte de São Roque, as seguintes espécies: Cegonha-branca nome científico Ciconia ciconia, Águia-sapeira ou Tartaranhão-ruivos-dos-pauis nome científico Circus aeruginosus, Chapim-real nome científico Parus major, Pisco-de-peito-ruivo nome científico Erithacus rubecula.


Cegonha-branca nome científico Ciconia ciconia
A observação de dois exemplares de Cegonhas-brancas Cicconia cicconia, deu-se em campo agrícola na zona de Enxemil. Estavam pousadas e alimentavam-se.

Autor: Mircea Costina

«A cegonha-branca é uma das aves mais conhecidas da nossa fauna, sendo reconhecíveis por quase todos a sua tonalidade branca e preta e o seu característico bico vermelho.

Identificação
Inconfundível, a cegonha-branca mostra uma das silhuetas mais facilmente identificáveis da nossa avifauna. O seu pescoço e patas compridas, a tonalidade branca do corpo, com as pontas das primárias e secundárias pretas, e a cor vermelha viva do bico e das patas, tornam esta ave emblemática no nosso território.

Abundância e calendário
A cegonha-branca é comum, sobretudo na metade sul do país. Existe um contingente residente, embora a maioria das aves seja migradora. A melhor altura para observar a espécie é durante a Primavera, quando os ninhos se encontram ocupados. Como se trata de uma ave bastante associada a meios humanizados, a sua detecção afigura-se bastante facilitada.»

Fonte: Aves de Portugal


Águia-sapeira ou Tartaranhão-ruivos-dos-pauis nome científico Circus aeruginosus
A observação da Águia-sapeira Circus aeruginosus, constou apenas de um avistamento de silhueta de três exemplares na ponte da Moita, com voo caracterizado da seguinte forma, três batimentos de asa seguido de voo planado de forma cíclica. Um dos exemplares apareceu da direcção do Cais da Ribeira e cruzou orientada ao Cais do Puchadouro, Válega, Ovar. Outros dois exemplares voavam de forma circular, possivelmente vislumbrando caça.

Autor: Otávio Alcantara.

«O seu voo característico a baixa altura sobre as zonas alagadas e de vegetação rasteira densa de zonas próximo de água, tornam-no num caçador por excelência de sapais e pauis.

Identificação
Esta é uma ave de rapina de asas compridas, patas compridas e cabeça curta, apresentando um característico padrão de voo ondulado, quando paira a pequena altura sobre a vegetação rasteira e densa.
Nesta espécie, tal como no tartaranhão-azulado e no tartaranhão-caçador, a fêmea é notoriamente diferente do macho. Neste caso, ambos exibem ombros e nuca mais pálidos que o restante corpo, semelhantes ao padrão que a águia-imperial-ibérica apresenta. O macho, no entanto, apresenta as asas acinzentadas com a ponta escura, assim como a cauda também é cinzenta, enquanto a fêmea apresenta um padrão mais uniformemente castanho-escuro.

Abundância e calendário
O tartaranhão-ruivo-dos-pauis distribui-se de forma descontínua junto a zonas húmidas e em baixas abundâncias, sendo uma espécie pouco comum no nosso território. Alguns indivíduos invernam entre nós, aumentando um pouco o número de efectivos mas a maioria é residente, permanecendo durante todo o ano em Portugal.»

Fonte: Aves de Portugal


Chapim-real nome científico Parus major
Vi um Chapim-real poisado num ramo de uma árvore na margem do rio Cáster, na ponte de São Roque, junto ao lugar da Ribeira. Como sempre esquivos e com muita pressa.


«O maior dos chapins portugueses ostenta uma magnífica plumagem colorida, que vale a pena procurar nas nossas florestas e bosques.

Identificação
O chapim-real, tal como os seus congéneres, ostenta uma típica máscara facial, com colar preto, capucho preto e faces brancas, e uma lista preta que se estende da garganta até ao abdómen, sendo esta lista mais larga no macho que na fêmea. O tom das partes inferiores é amarelo, e cinzento-esverdeado no dorso, com as asas azuladas. Tal como a maioria das espécies florestais, o chapim-real é mais fácil de detectar auditivamente que visualmente. Ainda assim, como não é uma espécie tímida, pode ser seguida através das vocalizações permitindo aproximações

Abundância e calendário
Relativamente abundante em zonas florestadas de todo o génerodesde pinhais e montados até olivais e matas ribeirinhas e também em parques e jardins. Distribui-se de norte a sul do país, ocorrendo durante todo o ano.»
Fonte: Aves de Portugal


Pisco-de-peito-ruivo nome científico Erithacus rubecula
A observação do pisco foi muito semelhante à do Chapim-real, no mesmo local e com a mesma rapidez.


«Uma das mais conspícuas espécies da nossa fauna, o pisco-de-peito-ruivo destaca-se pela plumagem chamativa e por cantar em qualquer época do ano, sendo um dos cantos mais bonitos dos nossos bosques.

Identificação
Facilmente reconhecido pela enorme mancha alaranjada que se estende da testa até ao peito, e que contrasta enormemente com o abdómen branco e com o dorso e a nuca, acastanhados. Pousa frequentemente no solo numa postura erecta, permitindo visualizar o seu padrão cromático.

Abundância e calendário
Durante a Primavera e o Verão é comum no noroeste do país, diminuindo a sua abundância à medida que se avança para sul, sendo escasso na maior parte do Alentejo.No Inverno, distribui-se por todo o território, sendo então abundante, pois a população é reforçada com a chegada de aves invernantes provenientes da Europa Central e do Norte. Embora possa ser observado em Portugal durante todo o ano, no sul do país as melhores probabilidades centram-se no Outono e no Inverno, enquanto que na metade norte, a Primavera é a melhor altura, especialmente quando esta espécie está mais vocal.»

Fonte: Aves de Portugal

1 comentário:

Cris =) disse...

Obrigada CArlos. Já consegui contactar com o Sr. Alexandre Vaz.